Sempre desejei ser mãe... Desde muito pequena eu dizia que quando eu crescesse eu queria casar e construir uma família. Mas até engravidar, eu não entendia o verdadeiro significado da vida.
Me casei com 29 anos de idade e aos 30 o meu relógio biológico já estava "gritando" pela maternidade. Eu olhava as mulheres grávidas na rua e ficava encantada e não via a hora de ter um barrigão também, ouvir o coração, sentir mexer e vivenciar toda a emoção que envolve a maternidade. Mas, em momento algum passou pela minha cabeça que seria algo tão maravilhoso e intenso como está sendo. Eu estou carregando uma vida dentro de mim, não existem palavras que possam definir o significado disso.
Eu e meu marido vamos completar 5 anos de casados e daqui há algumas semanas já teremos nossa filha em nossos braços.
Eu não estou apenas carregando uma menina em meu ventre, mas com ela inúmeros sentimentos que são muito novos para mim. Ao mesmo tempo que minha felicidade transborda, existe o medo do desconhecido, receio de fazer algo que não devo que possa prejudicar o bebê e as inseguranças em relação a mudança radical da minha vida. Claro que, no meu caso, a chegada da minha filha foi muito desejada e planejada e estamos nos preparando a cada dia para a nova rotina. Eu e o ´papai nos perguntamos constantemente: "Como será nossa vida quando ela estiver do lado de fora?"
Nos casamos no ano de 2010 e em setembro de 2013, aproximadamente, parei de tomar minha pílula para preparar meu corpo para a gestação. A ideia inicial era começar a tentar engravidar no início de 2014, mas já estávamos tentando desde então. Minha menstruação sempre foi irregular, então era teste de farmácia todo mês, pois começou a atrasar muito e sempre dava negativo.
Neste ano (2013), nós e uma grande amiga abrimos uma empresa de Produção de Eventos e estávamos realizando muitas festas. Ela, assim como eu, sempre quis ser mãe e desde a época da faculdade programávamos nossas gestações e dizíamos que seríamos mães de meninas. Para nossa surpresa, ela engravidou na primeira tentativa e eu parei de tentar já que a empresa não podia parar.
Minha "sobrinha de coração" nasceu em agosto de 2014, linda! Foi um momento de pura alegria e emoção. Um mês depois voltei a conversar com meu marido e decidimos voltar a tentar no início de 2015. Os planos de Deus são diferentes e minha filha já estava na minha barriga em outubro de 2014, mas eu só descobri dois meses depois, pois não senti nada de diferente, minha menstruação atrasava sempre mesmo... Fiz o teste de farmácia no trabalho jurando que, mais uma vez, daria negativo... Quando as duas listras vermelhas apareceram eu nem sei explicar o que senti... Chorei de tanta emoção dentro do banheiro e não sabia o que fazia naquele momento.
Fui tomada por um amor inexplicável por alguém que eu ainda não conheço e ao mesmo tempo já conheço tanto... Minha vontade era sair gritando para o mundo que iria ser mãe, mas isso não é nem um pouco aconselhado neste primeiro momento. Fiz apenas o que meu coração mandou, conversei com essa grande amiga para ver se o que eu estava vendo era aquilo mesmo (no primeiro momento a gente não acredita), fiz uma surpresa para o meu marido e contamos para os nossos pais. Todos vibraram com a notícia. Vivenciar esta felicidade toda não tem preço.
Depois deste primeiro momento de pura emoção, algumas providências fundamentais precisavam ser tomadas. A primeira coisa: um médico de confiança (eu não poderia ter feito escolha melhor)... Logo depois foi uma corrida contra o tempo, mudar de casa em um mês, fora fazer todos os exames que são necessários no início da gestação.
Quanto mais minha barriga foi crescendo, meu amor crescia e se fortalecia ainda mais. Aquele ser ainda tão pequeno foi dando um novo sentido a minha vida. E agora falta bem pouco para uma nova etapa.
Durante a gestação procurei ouvir com muita atenção tudo que meu médico me falava. É muito importante ter um profissional com uma equipe especializada que você realmente confie.
Minha ligação com a minha filha é única e muito forte. Eu converso muito com ela, canto pra ela, coloco música para ela ouvir e percebo todas as suas reações. Nos momentos em que fiquei mais estressada ou sensível pedi desculpas a ela e procurei explicar meus sentimentos. Há quem diga que isso é bobagem, mas o bebê sente todas as emoções da mãe e o diálogo é essencial desde a barriga.
Faltam poucos dias e hoje só tenho a agradecer a Deus por ter vivido esta gestação com muita tranquilidade e sem anormalidades. Agradeço ao meu marido e papai por todo amor e companheirismo dedicados a nós duas, a nossa família que está sempre nos incentivando em tudo, aos nossos verdadeiros amigos que são como irmãos... Só temos que agradecer por TUDO! Nossa filha está rodeada de muito amor, graças a Deus.




Lindo e muito verdadeiro o que você escreve. Essas sensações, emoções e sentimentos ficarão para sempre gravadas em você e na sua filha.
ResponderExcluirParabéns filha pela grande mãe que já demonstra ser.
Te amo infinito!!!!! Kkkkkkkkkk!!!!!
Beijos
Mãe, devo tudo isso a você e a tudo que me ensinou e me ensina a cada dia. Te amo infinito!!!!!
ExcluirMuitos beijos, minha rainha.